As possibilidades da colagem


Uma trouxinha de um lindo tecido, um novelo de linha, um guardanapo, figuras de botões, todos recortados de páginas de revista, e uma dose de imaginação, são os ingredientes necessários para fazer uma colagem. Colagem que eu chamo “ das coisas nascem coisas”

No começo é difícil o que se pode fazer com tão pouco e com elementos tão diferentes?

Deixe a imaginação agir.

Assim a trouxinha vira um corpo divertido, acrescente perninhas, bracinhos, tudo muito simples não precisa saber desenhar. Depois um rostinho com uma expressão divertida, o novelo vira um lindo cabelo, para o arremate algumas lantejoula e por que não um poético nariz vermelho?

Comecei assim na técnica da colagem, transformando coisas em outras coisas. É um ótimo exercício de desbloqueio de criatividade, e uma atividade muito divertida.

Alguém se habilita?



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Janelas encantadas

 Fada Sempre-Viva mora numa casa que também é fada:
é uma casa-fada com janelas encantadas.
As janelas abrem-se sobre
paisagens que imaginamos.

A janela daqui
mostra um lugar
cheio de borboletas.

A janela dali mostra um céu estrelado,
com lua, dragão
e astronauta.

A janela do meio mostra o pensamento.
E como o pensamento é coisa de repente,
a janela abre para o branco.
Quem olhar por ela pensa o que quer.
 
Sylvia Orthof

Lenda Chinesa: O Velho da Lua

Conta uma lenda oriental, que vive na lua um velho. Ele sai todas as noites a procura de almas que estão predestinadas a unir-se aqui na terra. Quando as encontras amarra um laço de fita vermelha para que não se percam...

Conta a lenda, que as pessoas predestinadas se reconheceram por estes laço amarrado ao dedo mínimo. Este laço vermelho é invisível e permanece ligando ambas as pessoas apesar do tempo, do lugar, da distância, das circunstâncias...

Conta a lenda que o laço vermelho, pode enrolar, desfiar mas nunca se rompe...

Cartas de Amor



Cartas de Amor



Uma carta de amor não são só as palavras que estão escritas em um papel. É também a letra que mostra o tremor da mão que escreve. É o borrão, que denuncia uma lagrima derramada pela emoção e também o perfume que é fiel companheiro das cartas deste gênero.

E após a leitura o gesto de aproximar o papel querido ao lado esquerdo do peito, ou aos lábios.

Será que é possível substituir em tempo de novas tecnologias, por e-mails ,mensagens, torpedos, etc.?



 

Quando o coração foge do peito



Quando menina, essa Maria ficava assustada e preocupada todas as vezes que ouvia a avó dizer, quando se emocionava, “o coração me foge do peito”. Preocupada, ela procurava em baixo da cama, atrás dos livros, dentro das panelas reluzentes do armário, atrás da porta, entre as pedras do quintal, no formigueiro, entre os canteiros de cravos vermelhos do jardim, na caixa de costura...
Passaram-se anos e essa Maria ainda continua sua busca pelo destino dos corações fugitivos.

Com licença, Gustav Klimt

Estou lendo o livro que conta a história deste pintor austriaco. Sua obra é fascinante, quem gosta de ler sobre arte vai aqui a dica. 


Autor: Eli­za­beth Hic­key


Nome do Livro: O beijo - A paixão de Gustav Klimt

Sinopse: Na gla­mo­rosa Viena de fin de sié­cle, a jovem filha de uma famí­lia bur­guesa, Emi­lie Flöge, conhece aquele que viria a ser o pin­tor aus­tríaco mais famoso de todo o século XX — Gus­tav Klimt. A pedido do pai de Emi­lie, esta torna-​se sua pro­té­gée, iniciando-​se na arte do dese­nho e no meio cri­a­tivo e liber­tino dos estú­dios dos artis­tas. Intensa e tem­pes­tu­osa, a rela­ção da jovem Emi­lie com o pin­tor boé­mio vai assu­mindo, com o tempo, as tona­li­da­des de uma pai­xão incon­fes­sada, mas a que nenhum dos dois con­se­gue opor resis­tên­cia. Emi­lie torna-​se sua amante, musa ins­pi­ra­dora da sua obra-​prima, O Beijo, e seu grande amor. Com uma sen­su­a­li­dade vibrante, a prosa de Hic­key transporta-​nos para a atmos­fera de ele­gân­cia cos­mo­po­lita dos cafés vie­nen­ses, da ópera, das ter­tú­lias, de uma comu­ni­dade de artis­tas extra­or­di­ná­ria que agita a soci­e­dade de Viena cri­ando novos movi­men­tos na arte. Um romance de estreia admi­ra­vel­mente bem escrito, fas­ci­nante e encan­ta­tó­rio como a pró­pria pin­tura de Klimt.



Universo

A ciência, com muita poesia,
descobriu que somos feitos
com a mesma matéria
das estrelas,
e até nossos pensamentos
brilham, estelarmente.

Por isso convém andar
com delicadeza e cuidado:
nossos gestos e palavras
-- já que também
somos estrelas --
podem mudar o
universo.

Roseana Murray