Segundo Mario Quintana


As pessoas sem imaginação podem ter tido as mais imprevistas aventuras, podem ter visitados as terras mais estranhas. Nada lhes ficou. Nada lhes sobrou. Uma vida não basta apenas ser vivida:também precisa ser sonhada.




Simples, criativo, alegre


 Uma vez por mês foi dar dicas de colagem aplicada. Está  primeira dica é  muito simples: Sabe aquelas pequenas peças de porcelana para colocar aperitivos? Elas pode se transformar em um belo arranjo de parede para cozinha, banheiro, bar, sala, aonde mais a sua imaginação alcançar.
O que você vai precisar:  Peças de porcelana, e contact da cor preferida.
Desenhe no verso no contact o que preferir, neste caso tem que ser pequenos desenhos, tipo silhuetas, recorte. Limpe bem as peças de porcelana com álcool, depois é só aplicar o desenho pressionando bem, e esticando para tirar bolhas de ar. Para fazer um arranjo de parede use fita adesiva para fixar as peças na parede, mas  estas pequenas são lindinhas para um arranjo de mesa lateral, principalmente se você caprichar nos desenhos. Para limpeza, pano úmido e seco.

Com um centavo...


Um antigo adagio sobre beleza:
"Se eu tiver  um centavo ( ou um vintém), com metade dele comprarei um pão, e com a outra metade comprarei uma violeta"

Maria e seu baú


Há algum tempo atrás (2003 ou 2004) fiz um trabalho sobre mulheres idosas e seus baús de recordação, ou seja mulheres que guardavam em pequenas ou grandes caixas "objetos biográficos", que contavam a própria história, a histórias dos pais, dos filhos, da família e até da casa. Foi um trabalho emocionante onde ouvi muitas histórias. Entre estas senhoras estava Dona Rita. Do seu baú saíram: cadernos do tempo do grupo escolar onde bordeou a margem com desenhos a lápis de cor, orações que ganhou da avó, livrinho da primeira comunhão, dois discos coloridos um vermelho e outro amarelo de contos de fadas adaptados por "Braguinha" que ganhou em um aniversário e que nunca ouviu pois  nunca teve uma vitrola para toca-los. Da adolescência, cartas de amor, rosas secas, cartões, fotos. Uma pequena guirlanda de flores amarelas de papel  muito amassada, que usou em uma dança na escola, onde conheceu seu marido. Quando me mostrou este objeto abriu um sorriso e seus olhos se iluminaram, acho que naquele momento vi  a dona Rita jovem outra vez.
Depois vieram os filhos e deles os primeiros rabiscos, as primeiras palavras escritas a fotos com cara lambuzada, as primeiras conquistas, os diplomas, as sapatilhas de Ballet e outros tantos objetos que são testemunhas pacatas que esperam guardados o momento certo de contar coisas que se sabia e muitas outras tantas a descobrir.
No meio de todos estes objetos, outros invisíveis brotaram de sua lembrança, como seu primeiro vestido  de baile, o uniforme escolar, caixinha de música que era seu grande tesouro, mas que nunca saiu de dentro da vitrine de uma loja.
Assim são as caixas, os baús de guardados. Guardam o visível e o invisível. Guardam histórias vividas e algumas deixadas pela metade, o que foi e o que poderia ter sido e não foi. São verdadeiros relicários, concretos e abstratos de coisas ligadas pelo coração.

Dona Rita não vive mais. Mas quando fiz está Maria me lembrei muito da tarde que passamos juntas e da sua guirlanda de papel amarela.





É simples

Uma pergunta: Por que você criou esta serie de Marias?

Criei as Marias para não parar de brincar e inventar mundos novos para habitar. É um mundo de fantasia  levado a serio, isto é, invisto muita emoção, reajusto elementos da realidade, para expandir a visão do mundo e provocar a alma lúdica que vive em todos os seres humanos de qualquer idade.

Ainda sobre nuvens, lua, estrelas...


"Há senhores, graves senhores, que lêem graves estudos de filosofia ou coisas afins, ou procuram sozinhos filosofar, considerando as suas idéias, que eles julgam próprias. Isso em geral os leva à redescoberta da pólvora. Mas não há de ser nada...porque estou me lembrando agora é dos tempos em que havia cadeiras nas calçadas e muitas estrelas lá em cima, e a preocupação dos pequenos, alheios à conversa de gente grande, era observar a forma das nuvens, que se punham a figurar dragões ou bichos mais complicados, ou fragatas que terminavam naufragando, ou mais prosaicamente uma vasta galinha que acabava pondo um ovo luminoso: a Lua.
Esses exercícios eram muito mais divertidos, meus graves senhores, que os de vossas idéias, isto é, os de vossas nuvens interiores.

Mario Quintana, escreveu este lindo texto para o caderno Folhetim da Folha de São Paulo em 20 de março 1977.

O Trabalho em nossas vidas


Um homem se humilha
Se castram seu sonho
Seu sonho é sua vida
E vida é trabalho...

E sem o seu trabalho
O homem não tem honra
E sem a sua honra
Se morre, se mata...

Não dá prá ser feliz
Não dá prá ser feliz...

Do querido e inesquecível Gonzaguinha