Pó de estrelas


Segundo o cientista Carl Sagan, somos feitos de pó de estrelas.
Então esta Maria resolveu fazer de uma constelação.

Com licença de Gustav Klimt


Com licença

O que a maioria chama de releitura, eu simplesmente peço licença. Licença porque é esta a
oportunidade de entrar na intimidade artística de um pintor. Licença porque ao percorrer seus
prováveis caminhos, eu desenho um novo caminho para mim.

E chega a ser mágico observar a miúde o contorno da linha, aquela cor ousada, aquela cor não
usada, mas subentendida, o suporte, a pincelada, o acaso que teima em existir em todas as
obras. Simultaneamente, movimentos, sentimentos, sensações, dramaticidade e vitalidade.
Como o artista entendia seu tempo e sua sociedade e quais eram seus sonhos impossíveis, pois
sonhar e devanear são a força vital de um artista.

Não resta dúvida, é uma intimidade perturbadora que proporciona um nível superior de
sensibilidade e de percepção individual. Eu humildemente aprendo e apreendo o que me for
possível e traduzo com recortes de papel esta experiência fascinante.

Maria Nefelibata


Nefelibata  significa que uma pessoa vive nas nuvens, que vive em um mundo ideal. Uma sonhadora enfim. Mas as vezes é muito bom voar como uma andorinha.

Olha que linda poesia recebi da amiga Fátima Santos.


welingtoncorp

A menina de olhos azuis

A menina de olhos azuis
Tinha o céu nos olhos
E as nuvens habitavam
Os céus de sua imaginação
A menina de olhos azuis
tinha a cabeça nas nuvens
E tinha seus olhos de céu
Quase sempre contemplando
A imensidão que lhe era par
A menina de olhos azuis
Que tinha o céu no olhar
Tinha por certo a tempestade
Dentro de seu coração
E quendo perdia a calma
Trovejava como quando os céus
Se despiam de luz
Para se vestir da escuridão
Mas quando acalmava os animos
Os céus através do qual enxergava
Brilhavam como duas estrelas
Era quando então
Ela sorria
E o azul de seus olhos
Transbordavam
O coração

O carnaval acabou


Mas por favor abram alas que eu vou passar.

Em ritmo de carnaval...

Assim nada acontece no novo atelie. Sem internet, sem os moveis... Tudo para depois do Carnaval. Entretanto os desenhos cumprem a sua missão de existir alheios de que hoje é Carnaval. E já nascem cantando:                                          
Hoje eu não quero sofrer
Hoje , eu não quero chorar
Deixei a tristeza lá fora
Mandei a saudade esperar, lá, iá, lá, iá
Hoje eu não quero chorar
Quem quiser que sofra em meu lugar...