Nem só de palavras se faz um diário.


Porque escrevemos diários? São muitas as razões: Para fazer uma leitura posterior, para prolongar a memoria, contar história de si para si mesmo ou para os filhos e netos ou mais que isso garantir a permanência.

Mas nem sempre as narrativas dos diários são feitas somente com palavras. As narrativas podem ser gráficas, ou gráficas acompanhada de texto e às vezes de recortes colados. É comum esse tipo de diário  entre os artistas. Afinal os homens são feitos tanto de palavras como de imagens.
Quando o homem pré-histórico mergulhou sua mão na lama  vermelha  e  pressionou-a  na parede da caverna, contou ali  alguma história. Naquela mão estampada na parede talvez tivesse; o seu deus, a sua caça, a sua curiosidade, o seu medo. 

Da mesma forma são os desenhos dos diários, narram sem palavras uma história e  segundo  Alberto Manguel, uma imagem é também um palco, um lugar de representação, e confere a imagem  um teor dramático, como que capaz de prolongar sua existência por meio de uma história cujo começo foi perdido pelo espectador e cujo final o artista não tem como conhecer.
Talvez esteja ai toda a magia de um diário com imagens.

Eu  Maria Cininha faço parte do projeto “O Diário das Quatro Estações” idealizado pela Lunna Guedes e tenho o prazer da companhia das autoras Tatiana Kielberman e Raquel Stanick. O lançamento será em 30 de agosto de 2013.

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