Desde que o mundo é mundo




Não vejo qualquer razão para estar limitado ao tempo cronológico. Tanto quanto sabemos, o universo não fica ao tempo vinculado. Tanto como sabemos, é mais uma construção nossa, este culto do relógio e a ideia que existe um passado, um presente e um futuro organizado desta maneira  de forma obediente e que nunca troca de lugar. Porém em nossa própria vida  sabemos que não é bem assim, porque nós os seres humanos são capazes de se mover com a imaginação, para frente e para trás e de sair do próprio corpo. Sim isso todos nós podemos fazer através da imaginação, e convenhamos pode ser uma realidade mais interessante do que  a realidade bastante monótona do relógio. Pela imaginação, nos tornamos criadores de realidades que incluem todas as possibilidades. Na imaginação  a recompensa está no próprio ato que é prazeroso e lúdico, e não na vantagem utilitária que se pode obter dele. É um puro sonhar poético que brinca com a realidade, que dá outras versões para ela e a enriquece.



Post integrante do Projeto Caderno de Notas - Quarta Edição.
Do qual fazem parte as autoras 
Aurea Cristina Szczpanski, Cláudia Costa, Fernanda Farturetto,Lunna Guedes, Maria Cininha, Mariana Gouveia e Tatiana Kielberman

2 comentários:

Lunna Guedes disse...

Gosto quando o tempo é apenas um fragmento, desconexo e flutuante. Gosto quando fecho os olhos e vou e volto pelos lugares que são meus e não são. rs

Adorei
bacio

Gislene disse...

Lindas palavras e pura verdade ... A ditadura do relógio tira a magia da vida ...