Tempo do Sonho







Por que será que à noite,que quero que a coisa que sonhei a vida toda aconteça naquele exato momento? É sempre assim a noite precipita meus sonhos, os velhos e os novos. Os sonhos se alimentam talvez de estrelas e de nuvens escuras?  Parece que os sonhos durante o dia dormem em um canto banhado de sol e ficam ali, tranquilos quentinhos esquecem o tempo, e as urgências que todo sonho tem. Ficam displicentes, aguardam aconchegados aos “S” dos dias.

Á luz  diurna parece que posso aguardam os dias, os meses, os anos, até chegar a vez de um sonho acontecer... Até às vezes me divirto com a minha ansiedade estampa na  minha própria sombra que o sol desenha no chão.


Mas a noite eles saem do cantinho sorrateiros e sobem pelo meu corpo causando um frenesi. E eu pobre coitada fico refém. Embota meus sentidos e confunde os sentimentos e emoções. Sonhos à noite aumentam a chama, aquecem o sangue, feri o coração. Tento organizar, pedir paciência, coerência, parcimônia, mas nada adianta lá estão eles se arrumando dentro da mim de um jeito meio triste, e de repente começo a não falar coisa com coisa.

Post integrante do Projeto Caderno de Notas - Quarta Edição.
Do qual fazem parte as autoras 
Aurea Cristina Szczpanski, Cláudia Costa, Fernanda Farturetto,Lunna Guedes, Maria Cininha, Mariana Gouveia e 
Tatiana Kielberman

Um comentário:

Gislene disse...

Falar de sonhos é falar de vida, pois a vida é movida de sonhos e sem eles a existência torna- se vazia e sem graça ! Belo texto que vc postou ! Bjs !