Feliz Dois Mil e 16!

Daqui poucas horas 2015 passa para a história. Para mim foi um querido ano e deixo nele parte significativa da minha história. Desejamos eu e as Marias a todos vocês, um 2016 com muita saúde, coragem e ludicidade. De posse dos três costuramos, escrevemos, namoramos, criamos, erramos, acertamos,cozinhamos ou seja inventamos...
Eu e as Marias somos humildemente gratas por todo carinho que recebemos em 2015 e esperamos ser dignas de continuar recebendo.Gostaria de marcar todos, mas é impossível.
FELIZ DOIS MIL E 16. Deus abençoe a todos. Vivaaaaaa!




Feliz Ano Novo


Fiozinhos de micro lampadas.



Eu adoro micro luzinhas. Mantenho no estúdio durante todo o ano e em casa também. Tenho de várias cores, mas mantenho fora da época de natal as amarelinhas.Não gosto de luz branca. Mas essa época me rendo a elas de todas as cores: mágicas, românticas e delicadas. Nada é mais aconchegante do que ser recebido em um jardim, em um cantinho da sala ou da sacada, por um fiozinho de pequenas lampadas, fazendo também a memória vibrar com a lembrança dos saudosos vagalumes... MC

Sra, Acácia

Maria encontrou essa jovem acácia florida em Belém de São Francisco no sertão de PE, em uma manhã de domingo. Era primavera. E exclamou: Olha só, existe leveza e graça no simples ato de existir e pediu licença para fotografa-lá... 
Desejo de Maria: encontrar muitas acácias como essa pelo seu caminho em 2016.


Com a palavra Fernando Coelho

"As mulheres que amam se conhecem. São íntimas da força que possuem. Não são reféns do tempo, nem da balança, nem do espelho, nem da opinião das invejosas. São deusas, sedutoras, mães, amantes, feministas, humanistas, livres, acima de tudo. Para amar uma grande mulher não é preciso fazer nada. Basta permitir que ela mesma faça o seu milagre: ser mulher."

Sobre Marias

Sobre Marias...
Nada acena para nós com tão imenso fascínio do que o majestoso e misterioso Universo. Nossa busca por entender o cosmo e o nosso lugar nele.
E essa busca pela compreensão é muito antiga. No século XVII uma astrônoma alemã, fez vários mapas do universo, ou o que ela julgava ser o universo, já que não tinha o telescópio Hubble. rsrs. O desenho sobre Saturno, por exemplo, é baseado em representações de outros cientistas e é interessante de ver que representações distintas faziam de Saturno, esse que desde de Galileu era o planeta que mais confundia os cientistas por causa de seu anéis.
Essa cientista era uma Maria. Maria Clara Eimmart. Sua representação celebra a união natural entre arte e ciências em sua cartográfica sobre o Universo. São desenhos lindos reunidos em um livro.
Viva essa Maria! Muito Boa Noite!

Muito Bom Domingo!


Natal, natal, das crianças...

   

   Natal Natal das crianças
Natal da noite de luz
Natal da estrela-guia
Natal do Menino Jesus

Blim, blão, Blim, blão
Blim, blão...
Bate o sino da matriz
Papai, mamãe rezando
Para o mundo ser feliz
Blim, blão, Blim, blão
Blim, blão
O Papai Noel chegou
Também trazendo presente
Para vovó e vovô

Meus encontros e meus velhos amores!


Como dizia Picasso: Na arte a gente não procura a gente acha. É assim a vida de um artista de encontros. Isso não afasta o estudo, a pesquisa e uma forte dose de imaginação e criatividade. Todas dependem de muito empenho. Quando chega ao fim um ciclo é inevitável um artista voltar os olhos para o passado, não com saudosismo e nostalgia mas para admirar-se do caminhos por onde andou...Muito Boa Noite!

Maria e sua menina

No livro Letraria, acompanha a Maria uma simples frase: Sonhador é aquele que enxerga cor no vento. E não é que ela encontrou um vento colorido? Ao pular para dentro de um vestido de uma garotinha, agora não mais uma desconhecida! De agora em diante, provavelmente, Maria  vai acompanhá-la em seus dias. Vai ficar ali pendurado no guarda roupa enquanto ela vai a escola, e vai aguardar ansiosamente sua... volta. Vai ter com ela, a menina, momentos de intimidade.  Uma vai olhar para outra e perguntar: de onde você veio? e de onde você é? O que podemos fazer juntas? E provavelmente, vai ser banhada por algumas lagrimas que cairão dos olhos dessa menina. A vida é... assim! A noite enquanto a menina dorme, Maria, ali pendurada em um cantinho, vai tentar descobrir seus sonhos, enquanto vela por seu sono. Maria, sabia do seu destino quando pulou para dentro do vestido.  As meninas crescem, os vestidos não. Daqui a pouco, vai ser esquecido e vai ter uma nova dona, talvez...  uma irmã!  Mas também poderá, quando não mais servir, ser guardado em uma caixa, ou saquinho e se tornar um tesouro, uma referência, um objeto biográfico, aqueles que guardam com carinho doces momentos da vida!


A Fada no Reino da Terra do Sol.


A Fada no reino do Sol
As fadas dos livros ou de nossa imaginação, voam sobre palácios, reinos encantados e os jardins mais belos e floridos. Mas uma fada, de carne e sangue, voa por um mundo, que na maioria das vezes, não tem nada a ver com a fantasia. Assim foi, no fim de semana de 19 a 22 de novembro de 2015, em um voo, inesquecível, sobre a terra do sol!
Encontrei princesas sim! De sorrisos... contidos. Procuravam apoiar a timidez  arrastando suas costas pela parede ou por um adulto, intimo, que estivesse próximo. Os pés, são da mesma cor do chão, porque a poeira, afinal, assume o lugar do sapatinho de cristal. Os cabelos, os mais variados; Loiros, morenos, negros. As tiaras de diamante, é o sol que brilha sobre suas cabeças. Se o sol é escaldante e castiga, ele recompensa, bordando a mais densa sombra que já vi no chão.
Em alguns momentos é tão difícil arrancar um sorriso daquelas meninas, que muitas vezes, desejei desenhar um sorriso enorme, em suas sombras no chão...

Ah! os príncipes. Valentes meninos. São arredios, ficam de longe como se fossem enfrentar uma batalha. Trazem os pés no chão ou num chinelo empoeirado. O manto é o sol.  Manto que não tem a leveza do veludo, mas que não impede que joguem bola ou se exibam para fotografias, escalando árvores, ficando de cabeça para baixo...
Um reino sem palácios, casas simples de tijolos ou Taipa. A torre, é a da única e modesta igrejinha os portões e as pontes elevadiças são os mandacarus, facheiros e os xique  xique que com seus espinhos formam uma muralha de defesa.

Por todos os lados, encontrei Baleia a personagem de Graciliano Ramos, brancas, malhadas, negras, marrons, todas exibiam seus ossos a olho nu, sujas se arrastam atrás de seus donos e ostentam um olhar baixo, mas doce, assim como descreve o autor em sua obra, Vidas Secas.
Tesouro? Só o que possuem dentro de si.

Quando conhecemos um novo lugar, mesmo as fadas, sempre o confrontamos com os que levamos na imaginação, pois sempre temos uma enorme e poderosa construção do desconhecido, não foi muito diferente, mas o que é mais impactante é você estar inserido nesse cenário, se imaginar lá e estar lá, é muito diferente!
Ali, no meio daquelas meninas e meninos, pensei em Portinari. Será que ele foi até o sertão, em 1944 quando pintou sua obra “Os Retirantes”? Talvez, de agora em diante, vou me ver no quadro de Portinari e acrescentar a cena da chegada do projeto à cidade de Floresta. Foi emocionante!
Eu sempre acreditei, que a arte não se encerra só no fazer solitário   de um ateliê ou de um estúdio.  Sempre achei que a arte se alimenta do dinamismo, da vida e não do marasmo,  ainda que a criação em si seja um ato solitário.

No decorrer desse projeto, isso ficou mais claro para mim, cresci como artista e como pessoa. Ganhei novas amizades, estendi laços, conheci realidades diversas e me emocionei muitas vezes, com os atos de carinho, solidariedade e com as histórias. Mas a entrega dessas doações, fez ampliar minha visão sobre a própria arte.

Ao ver minhas meninas, nas faixas da escola de Belém de São Francisco, dando boas vindas as Marias de carne e sangue que ali chegavam, me emocionei.  Agradeci a Deus ter me feito uma artista, pois a arte me possibilitou trilhar caminhos não só de glorias, mas com pedras, linhas retas e curvas, entre o branco luminosos e o preto denso, que assusta e que traz alegria. Enfim a busca pela graça e pela transcendência. Uma arte não pela eternidade, mas pelo sentido.
MC.

Navegar...


O azul é a cor da viagem, da distância, da profundeza e do desejo de estar em outro lugar. rsrsr
Muito Boa semana a todos



Com licença de Vincent van Gogh, Noite Estrelada sobre o Ródano, 1888.

A arte inventa a vida. A Noite estrelada sobre o Ródano de Vincent van Gogh é uma noite que existe no quadro de Van Gogh. É uma criação única de um gênio e da linguagem que a arte possibilita. Uma ação manual, técnica e semântica.
Assim, Van Gogh alargou e acrescentou uma noite magnifica à milhares de outras tantas noites que existem no universo.
Com licença de Vincent van Gogh, Noite Estrelada sobre o Ródano, 1888.
Muito Boa Noite


A poesia dos muros


Eu vi uma estrela cadente...

“Todo mundo sabe, todo mundo que você nunca ouviu falar, cada ser humano que já se foi... morava lá -- em grão de poeira suspenso em um raio de sol” Carl Sagan

E mesmo morando em um pequeno grão de poeira suspenso... podemos olhar as estrelas. Foi uma estrela que guiou os três Reis Magos até o Menino Jesus. E foram guias por muitos anos para os viajantes e navegantes. As estrelas zombam das fronteiras...
Altair, Prócion, Antares, Deneb são nome próprio de algumas estrelas brilhantes, aliás as mais brilhantes. Com o tempo as denominações das estrelas mudaram; letra grega mais o genitivo do nome da constelação a qual a estrela pertence; por exemplo; a estrela mais brilhante da constelação de Cisne (Cygni) a Deneb, ficou assim denominada: Alfa Cygni a segunda mais brilhante seria Beta Cygni e assim por diante seguindo o alfabeto grego.
Hoje em dia, as estrelas, são numeradas em suas constelações, pois a tecnologia descobriu o véu que cobria milhares de pequenas e medias estrelas menos brilhantes e o alfabeto grego não é mais suficiente.

Maria achou interessante conhecer o nome das estrelas. Porém continuará se conduzindo como uma menina poeta situando as coisas do mundo na sua própria ordem. Vai continuar procurando por estrelas cadente que riscam o céu. Porque acredita que nesse momento ouve a Terra suspirar... MC




Boa semana a todos...



 "Viver é um rasgar-se e remendar-se."  Guimarães Rosa


Preste atenção na próxima salada





Os vegetais emitem um convite ao olhar demorado e alarga os limites da percepção.Deixando o valor nutritivo e vital de lado os vegetais possuem uma especie de esplendor lirico - uma encantadora elegância - são mecanismo de ensinar a ver...
Nós temos por eles um olhar displicente - a mesma atenção que damos a música de elevador, rsrsrs - no entanto eles são quase sons entrelaçados de um quarteto de Beethoven...
Muita atenção quando fizer a próxima salada... rsrsrsr 
Coisa de uma mente criativa...rsrsrsrsrsrs