Testando um novo equipamento fotografico



Escondido em uma caixa, Maria guarda um vestido de noiva e uma esperança de encontrar alguém que sonhou. 
Alguém que:


Enxergue o reflexo da lua nas poças d’água.
Respeite sua fé infinita.
Que ame cachorro e admire os gatinhos.
Não a julgue louca quando ela estancar no meio da calçada para acompanhar o voo de uma
borboleta.
Entenda que pétala de flor caída no chão não é lixo.
Goste de dormir debaixo da janela para ver o sol nascer.
Cante no chuveiro, mas nunca se esqueça de que a água é um líquido precioso.
Ajude a arrastar e mudar os móveis de lugar, só para ganhar um ambiente novo.
Enxergue milagres no cotidiano.
Goste de ouvir histórias, pois ela tem muitas para contar.
Goste da casca do pão porque ela gosta do miolo.
Goste de brincar e que faça uma balança no quintal.
Saiba sempre onde está a chave do carro e das portas da casa.
Aprecie mais as rugas dos que as tatuagens.
Compreenda e  a console quando ela chorar pela derrubada de uma árvore.
Sorria quando ela assoprar todos os “dentes de leão” que encontrar pela rua.
Respeite o seu direito de ter segredos.
Ame o canto dos passarinhos.
Que aplauda quando ela fizer um discurso inflamado de indignação frente a um rio sujo e poluído.
E que, quando passar por uma árvore em flor, lhe renda homenagem com um olhar demorado.
Não sei quando aparecerá este noivo e quanto tempo este vestido ficará na caixa.
Porque  Maria no fundo  não é muito exigente, só diferente.

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