Maria entende que é melhor regar a esperança agora, enquanto cremos.

Maria entende que a gente pode se dar as mãos. E que o silêncio é para esconder algum ódio dos lábios. Maria entende que é melhor regar a esperança agora, enquanto cremos. Maria ensina que é mais fácil não esconder uma desculpa, não negar um olhar de ternura, não permitir que o enternecimento fuja. Maria se compromete comigo não porque me deixa melhor como pessoa, mas porque sabe dividir perfumes, partir o mesmo pão em mil e a beber fé, seja com chuva, evitando pessoas ruins ruminando agressividade tosca, com vinho ou até mesmo salvando a vida de uma lágrima. Maria me ensina amor, por isso escrevo sobre o amor. Maria, menina ainda, pegou um rio onde nasceu e fez dele uma árvore, um ninho, uma montanha, um peixe. Por isso ela carrega nascentes entre os dedos. Maria é um pedaço da humanidade entre flores e estilhaços de paz. É linda, Maria. E só. Poesia de Fernando Coelho

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