Preferia tirar o rio do leito, todas as manhãs, e ensinar ao seu rio o que eram flores.




Visível, pelo sorriso ostensivo no olhar sempre mareado de luz, que Maria brincou com um rio em sua infância. Desconhecia maldades e tristezas. Preferia tirar o rio do leito, todas as manhãs, e ensinar ao seu rio o que eram flores. Era um quintal espaçoso, onde montanhas, calangos, frutas do conde, mangas e abacates pareciam enfeites. Maria alfabetizou o rio. Hoje, ele não sai mais dos livros que Maria escreve. Quando ele não lê, por ocupação fluída – é um rio que se mantém em estado de água permanente -, permite que Maria o navegue com o seu coração cheio de perfumes e delírios. Poesia de Fernando Coelho. 

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Respeito a lei,ao patrimônio público e ao semelhante é fundamental!

Qualquer que seja o destino da nossa triste e conturbada política, nessas próximas 48 horas,não podemos esquecer do mais importante: Que comum a todos nós, temos um belo país continente, que tem palmeiras onde canta o formoso e majestoso sabiá...
Muito Bom sábado!

RoMaria de Livros



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Das coisas que Maria gosta!



Da lua cheia
Da sombra que a lua borda no chão
de cachorro 
de por do sol
das manhãs
das franjas do mar
do abraço de uma criança
de flor no vestido
cheiro do cravo
cheiro de grama cortada
da chuva
de Mozart
de comida japonesa
de salto alto
banho iluminado a luz de vela
observar os passarinhos
de guarda chuva vermelho
de Veneza
Entrar na dança antes da música parar
ficar sozinha
de cinemas e livrarias
pisar em folhas secas
e de janelas...