Com licença de Friedensreich Hundertwasser - 1928 -2000


Maria enrola um colar de tintas. Numa infinita linha de uma araucária que variou. Pegou vermelho de um rosto da Ilha de Páscoa. Assobiou um amarelo, como a chamar um passarinho, de Tarsila. Do vapor azul de Van Gogh clareou o fecho da tarde na enfieira. Di Cavalcanti não escapou. O ocre apareceu nos elos, entre um tom de mar de Carlos Bastos e um rabisco, saltitante, de roxo, assoprado por Carybé. Maria cria tintas novas. Ela quer pintar o amor, se cravejar de aquarela. Maria, meu amor. Fernando Coelho

Muito Boa Tarde!




Maria, hoje tem uma missão muito especial, fazer dupla em uma obra com uma jovem artista. A artista, não é famosa, não é uma artista comum. Nem escolhe se vai pintar paisagem ou figurativo e não conhece as cores.Também não pinta com pinceis, crayon ou lápis colorido. Pinta com seus dedinhos. Lala é o nome dela, é filha da minha amiga Sonia Barbosa e nasceu com os olhinhos fechados. E pintar para ela é sua forma de expressão... 
Maria, hoje pede licença a Lala, para entrar no seu mundo...