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Mostrando postagens de Junho, 2013

Muito Boa Noite

Muito Boa noite

Diário com destinatário

O diário é a escrita do segredo. Mas o que é segredo? A. Levy explica que a palavra segredo vem do verbo latino  secerno, que significa separar, discernir, ou seja, fazer uma escolha entre quem deve e quem não deve saber um segredo. Cerno significa joeirar, que na colheita dos cereais é o ato de separar o que serve ou não para comer. Cabe ao detentor desse segredo à dura tarefa de guarda-lo ou, na necessidade de revela-lo e escolher a quem fazê-lo.
O simples fato de escrever  significa que o “segredo” já vou externado é pode vir a ser descoberto ou é para ser descoberto. No caso dos diários existem os que têm intensões definidas, ou seja são escritos para um destinatário em especial.
São aqueles diários que são escritos para alguém especificamente ou para um grupo de pessoas, e esta pratica não deve ser tão rara assim. Eu mesma não escrevo um diário, mas tenho reservado caixas de textos e desenhos com a intenção de deixar para meus netos, para que um dia eles saibam quem eu fui. Bus…

Salve Mestre Gaudi!

Salve   Antoni Gaudi, arquiteto e artista do estilo Neogótico e da Art Nouveau. Das formas arrojadas baseada nas formas da natureza. Dos arcos parabólicos, curvas, ondulações,  e trencadís coloridos. Das colunas em forma de árvore, das estalactites e das formas geométricas. Da salamandra, do côncavo e do convexo, das estrelas, flores, peixes e caranguejos. Salve grande mestre!

Diários com relevo e textura

Há 6 anos atrás fiz uma pesquisa para o Programa de Gerontologia da PUC sobre Baús de guardados de senhoras idosas. Foi um dos trabalhos mais gratificantes que fiz. Na postagem de hoje para o  Diários das Quatro Estações, fui buscar parte deste trabalho para mostrar a vocês. É a entrevista e a visita que fiz no baú de guardados de Dona Rosa de 82 anos que tinham dentro deste baú  alguns diários de sua juventude. Foi muito bonito de ver e ouvir suas histórias e ver que seus diários adquiriram texturas e volume através dos objetos que ela colou em suas páginas.


 As vezes, abro o meu baú e revejo, um a um, o amontoado de sonhos, já envelhecido, que ali guardei. Estão velhos como eu! Minha filha diz que não sabe por que guardo tanta coisa sem importância. São sem importância para ela, eu não ligo quando ela fala. Mas de grande importância para mim. Neste baú guardo diários repleto de cartas de amor do meu primeiro namorado. Hoje o rosto dele é todo apagado, ele já deve ter mor…

Maria Pantone Laranja

Maria Pantone Laranja
Laranja é a cor do exótico, da laranja e do peito do sabiá. Laranja é a cor da versatilidade, do lúdico e do peixinho dourado. Laranja é a cor da raposa, das listras dos tigres e  da salsicha. Laranja é a cor da cenoura, da tangerina e dos cabelos de Van Gogh. Laranja é a cor do desfrute, do deleite e da Fanta. Laranja é a cor da capuchinha, do damasco e da abóbora. Laranja é a cor do lazer, do açafrão e do Reino de Dionísio. Laranja é a cor da fantasia, da ostentação  e da originalidade. Laranja é a cor do bote salva vida, das boias e da transformação. Laranja é a cor  do calor, do Buda e do Dalai-Lama. Laranja é a cor do protestantismo, da Holanda e minha cor favorita. Laranja é a cor do mamão, do leão, e das tarde de outono. Laranja é a cor da coralina, da criatividade e das flores do Flamboaiã. Laranja é a cor do caqui, das flores da Espatódea e da “Dança” de Henri Matisse.
MariaCininha

Salve o Dia dos Namorados

Os versos são do poeta Martinho da Vila. Simples e perfeito. Salve todos nós, apaixonados e enamorados.

A escrita do segredo

A escrita do segredo
“Entre as lembranças que cada um de nós traz consigo, algumas  há que só contamos aos amigos. Outras, nem aos amigos revelaríamos, mas apenas a nós mesmos e ainda assim em segredo. Finalmente, há outras coisas que o homem tem medo de contar a si mesmo, e cada homem honesto conversa bom número dessas lembranças guardadas em sua mente”  Fiador Dostoievski

O diário  o autor  está sozinho em frente a uma tela de computador ou a uma folha de papel  onde ele escreve e pode contar segredos. Estes   segredos  poderiam  ser  temporários onde o autor de uma maneira ou outra quer que seja publico ou que alguém saiba, não naquele momento, mas quando não estiver mais aqui.
Um dos mais famosos diários é o  de Francesca personagem (que foi real) do filme As Pontes de Madison, que revela em um diário o seu romance de quatro dias com um fotografo da National Geografic. Seu diário foi deixado em um baú para que seus filhos conhecessem   a sua história de amor e suas frágeis  caract…

Maria Pantone Preto

O preto é a cor da jabuticaba, da ausência, do eterno calar. O preto é a cor do Reino de Cronos, da desesperança, do blackout. O preto é a cor da técnica, da noite, do pneu e do feijão. O preto é a cor do oculto, da magia e da melancolia. O preto é a cor da magia negra, da missa negra e do Reino de Saturno. O preto é a cor do bicho-papão, da ovelha negra e do lobo mau. O preto é a cor nuvem negra, mau-olhado, do mal humor e do fixa suja. O preto é a cor do pé-frio, do gato negro e da Idade Média. O preto é a cor da elegância, do smoking e de Coco Chanel. O preto é a cor do existencialismo, de Paul Sartre e do punk. O preto é a cor do Beatniks, do movimento Black is Beautiful,  e da lista negra. O preto é a cor do duro, do pesado e das asas do morcego. O preto é a cor dos designers, do Ford e da cartola do mágico. O preto é a cor do secreto, do cisne negro, a cor dos olhos que  eu amo.

Maria Pantone Branco

O branco é a cor da ressurreição, do início e do leite.
O Branco é a cor da hóstia, do ovo, e do batizado. O Branco é a cor dos anjos, da garça  e do unicórnio. O Branco é a cor  do nascimento, do Papa Francisco e do Reino de Zeus. O branco é a cor da neve, da Casa Branca e do absoluto. O Branco é a cor dos esquimós, da limpeza e da pureza. O Branco é a cor da cozinha, do padeiro e da farinha. O Branco é a cor dos desvanecidos, dos fantasmas e do Lírio da Paz. O Branco é a cor do vestido de noiva, da capitulação e do urso polar. O Branco é a cor dos dentes, da técnica e da claridade. O Branco é a cor do arroz, do açúcar e do giz. O Branco é a cor do colarinho branco, da flor de laranjeira e do véu e grinalda. O Branco é a cor de Chirstian  Lacroix, de Oxalá e das Margaridas. O Branco é a cor, do sal, das pérolas e das franjas das ondas do mar.



Nem só de palavras se faz um diário.

Porque escrevemos diários? São muitas as razões: Para fazer uma leitura posterior, para prolongar a memoria, contar história de si para si mesmo ou para os filhos e netos ou mais que isso garantir a permanência.
Mas nem sempre as narrativas dos diários são feitas somente com palavras. As narrativas podem ser gráficas, ou gráficas acompanhada de texto e às vezes de recortes colados. É comum esse tipo de diário  entre os artistas. Afinal os homens são feitos tanto de palavras como de imagens. Quando o homem pré-histórico mergulhou sua mão na lama  vermelha  e  pressionou-a  na parede da caverna, contou ali  alguma história. Naquela mão estampada na parede talvez tivesse; o seu deus, a sua caça, a sua curiosidade, o seu medo. 
Da mesma forma são os desenhos dos diários, narram sem palavras uma história e  segundo  Alberto Manguel, uma imagem é também um palco, um lugar de representação, e confere a imagem  um teor dramático, como que capaz de prolongar sua existência por meio de uma hi…

Porque tudo pode ser flores.