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Preferia tirar o rio do leito, todas as manhãs, e ensinar ao seu rio o que eram flores.




Visível, pelo sorriso ostensivo no olhar sempre mareado de luz, que Maria brincou com um rio em sua infância. Desconhecia maldades e tristezas. Preferia tirar o rio do leito, todas as manhãs, e ensinar ao seu rio o que eram flores. Era um quintal espaçoso, onde montanhas, calangos, frutas do conde, mangas e abacates pareciam enfeites. Maria alfabetizou o rio. Hoje, ele não sai mais dos livros que Maria escreve. Quando ele não lê, por ocupação fluída – é um rio que se mantém em estado de água permanente -, permite que Maria o navegue com o seu coração cheio de perfumes e delírios. Poesia de Fernando Coelho. 

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