Outro dia, alguém disse que formamos um par divinal... eu com as Marias e ele com sua poesia... Fique tão prosa!


"Maria me socorreu. Tristeza me engasgava. Eu quis me despistar de mim. Maria voltou de uma palavra que ia escrever em seu livro, ainda indecisa, a por maços de raízes de hálito em meus braços. Perguntei se ela trança chuva. Mostrou como se faz. E o que é colmeia? Mostrou-me abelha rainha grafando com favo um verso derramado. E este relâmpago flechado em meu peito, Maria? Ela arremessou o seu coração na frente. Sobre o amor, quase nem perguntei. Ela tapou os meus ouvidos e boca com os cabelos recém banhados em tinas de sol. No lugar de música, despejou flores em minha voz. Atravessava-me de calmaria. Como eu posso não amar, até a eternidade virar gente, uma mulher assim?"   Fernando Coelho - Poeta do arrebatamento... 

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